Diferenças em funcão do género das formas de motivação autodeterminada de atletas veteranos

  • Marco Batista Instituto Politécnico de Castelo Branco http://orcid.org/0000-0003-3318-2472
  • Ruth Jiménez-Castuera Universidad de Extremadura
  • Susana Lobato-Muñoz Universidad de Extremadura
  • Marta Leyton-Román Universidad Pablo de Olavide
  • María Aspano-Carrón Universidad de Extremadura

Resumen

O objetivo foi analisar as diferenças, em função do género, das formas da motivação autodeterminada e necessidades psicológicas básicas de atletas veteranos. A amostra foi composta por 320 atletas veteranos portugueses de ambos os géneros, de idades entre os 30 e os 60 anos (M=44 DP=8.6), competidores de várias modalidades. Como instrumentos de medida utilizou-se o Behavioral Regulation in Sport Questionnaire (BRSQ) e o Basic Psychological Needs Exercise Scale (BPNES). A análise de dados revelou que não existiam diferenças significativas quanto às formas de motivação autodeterminada, mostrando os atletas masculinos valores mais elevados de amotivação, regulação introjetada e motivação intrínseca. Porém, as atletas femininas apresentaram diferenças significativas a seu favor, na satisfação das necessidades psicológicas básicas. Este estudo apresenta-se como um contributo para a compreensão da função do desporto na promoção de bem-estar na população de veteranos, sendo de interesse aumentar a satisfação das necessidades psicológicas básicas no género masculino.

Citas

American College of Sports Medicine (2010). Selected Issues for the Master Athlete and the Team Physician: A Consensus Statement. Medicine & Science in Sports & Exercise, 42(4), 820-833.

Amorose, A. J., & Anderson-Butcher, D. (2007). Autonomy-supportive coaching and self-determined motivation in high school and college athletes: A test of self-determination theory. Psychology of Sport and Exercise, 8(1), 654-670.

Amorose, A. J., & Horn, T. S. (2000). Intrinsic motivation: Relationship with collegiate athletes' gender, scholarship status, and perceptions of their coaches' behavior. Journal of Sport & Exercise Psychology, 22(1), 63-84.

Appel-Silva, M., Wendt, G. W., & Argimon, I. I. (2010). A teoria da autodeterminação e as influências socioculturais sobre a identidade. Psciologia em Revista, 16(2), 351-369.

Araújo, J. (2011). Introdução aos estudos quantitativos utilizados em pesquisas científicas. Revista Práxis, 3(6), 59-62.

Baker, J., Horton, S., & Weir, P. (2010). The masters athlete: Understanding the role of sport and exercise in optimizing aging. New York: Routledge.

Chantal, Y., Guay, F., Dobreva-Martinova, T., & Vallerand, R. J. (1996). Motivation and elite performance: An exploratory investigation with Bulgarian athletes. International Journal of Sport Psychology, 27(1), 173-182.

Coimbra, D. R., Gomes, S. S., Oliveira, H. Z., Rezende, R. A., Castro, D., Miranda, R., & Bara Filho, M. G. (2013). Características motivacionais de atletas brasileiros. Motricidade, 9(4), 64-72.

Cubo Delgado, S., Martín Marin, B., & Ramos Sanchez, J. L. (2011). Métodos de Investigación y Análisis de Datos en Ciencias Sociales y de la Salud. Madrid: Pirámide.

Deci, E., & Ryan, R. (1980). The empirical exploration of intrinsic motivational processes. In L. Berkowitz (Ed.), Advances in experimental social psychology (pp. 39-80). New York: Academic Press.

Deci; E., & Ryan, R. (1985). Intrinsic motivation and Self-determination in human behavior. New York: Plenum.

Deci, E., & Ryan, R. (1991). A motivational approach to self: Integration in personality. In R. Dienstbier (Ed.), Nebraska symposium on motivation: Perspectives on motivation (pp. 237-288). Lincoln, NE: University of Nebraska Press.

Deci, E. L., & Ryan, R. M. (2000). The “what” and “why” of goal pursuits: human needs and the self-determination of behavior. Psychological Inquiry, 11(4), 227-268.

Deci, E, & Ryan, R. (2012). Self-determination theory. In A. W. Kruglanski, P. A. M. Van Lange, & E. T. Higgins (Eds.), Handbook of theories social psychology (pp. 416-437). London: Sage.

Fonseca, A. (1993). Motivação para a Prática Desportiva. Porto: Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física-Universidade do Porto.

Fonseca, A. (2004). Da motivação para a prática desportiva juvenil ao seu abandono ou das perspectivas ou das influências dos realizadores aos comportamentos dos actores. Revista Portuguesa de Ciência do Desporto, 4(2), 52-53.

Fonseca, A., & Maia, J. (2000). A motivação dos jovens para a prática desportiva federada: Um estudo com atletas das regiões centro e norte de Portugal com idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos. Lisboa: Centro de Estudos e Formação Desportiva.

Fortier, M., Vallerand, R., Brière, N., & Provencher, P. (1995). Competitive and recreational sport structures and gender: A test of their relationships with sport motivation. International Journal of Sport Psychology, 26(1), 24-39.

Gillet, N., & Rosnet, E. (2008). Basic need satisfaction and motivation in sport. Athletic Insight - The Online Journal of Sport Psychology, 10. Retrieved from: http://www.athleticinsight.com/Vol10Iss3/BasicNeed.htm

Guimarães, S. É., & Boruchovitch, E. (2004). Estilo motivacional do Professor e a motivação intrínseca dos estudantes: uma perspectiva da teoria da autodeterminação. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17(2), 143-150.

Halbrook, M., Blom, L., Hurley, K., Bell, R., & Holden, J. (2012). Relantionships among motivation, gender, and, cohesion in a sample of collegiate athletes. Journal of Sport Behavior, 35, 61-77.

Instituto do Desporto de Portugal. (2011). Estatísticas do Desporto de 1996 a 2009. Lisboa: Instituto do Desporto de Portugal.

Kingston, K. M., Horrocks, C. S., & Hanton, S. (2006). Do multidimensional intrinsic and extrinsic motivation profiles discriminate between athlete scholarship status and gender? European Journal of Sport Science, 6(1), 53-63.
Krinanthi, G., Konstantinos, M., & Andreas, G. (2010). Self-determination and sport commitment: An evaluation by university intramural participants. International Journal of Fitness, 6(1), 41-52.

Lonsdale, C., Hodge, K., & Rose, E. A. (2008). The Behavioral Regulation in Sport Questionnaire (BRSQ): Instrument Development and Initial Validity Evidence. Journal of Sport & Exercise Psychology, 30, 323-355.

Martín, M., Moscoso, D., & Pedrajas, N. (2013). Diferencias de género en las motivaciones para practicar actividades físico-deportivas en la vejez. Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y el Deporte, 13(49), 121-129.

Martín-Albo, J., Nuñes, J., Navarro, J., Leite, M., Almirón, M., & Glavinich, N. (2007). Propiedades psicométricas de la versión española de la escala de motivación deportiva en Paraguay. Revista Mexicana de Psicologia, 24(1), 43-52.
Medic, N., Young, B. W., Starkes, J. L., Weir, P. L., & Grove, J. R. (2009). Gender, age and sport differences in relative age effects among US Masters swimming and track and field athletes. Journal of Sports Sciences, 27(14), 1535-1544. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/02640410903127630

Monteiro, D., André, E., Saraiva, A., Simões, J., Moutão, J., & Cid, L. (2013). Tradução e validação do Behavioral Regulation Sport Questionnaire (BRSQ) numa amostra de atletas portugueses. III Congresso Galego-Português de Psicologia da Atividade Física e do Desporto e XIV Jornadas da Sociedade de Psicologia do Desporto (p. 86). Maia: Instituto Superior da Maia.
Moreno-Murcia, J., Marzo, J., Martínez-Galindo, C. & Marín, L. (2011). Validación de la Escala de “Satisfacción de las Necesidades Psicológicas Básicas” y del Cuestionario de la “Regulación Conductual en el Deporte” al contexto español al contexto español. International Journal of Sport Science, VII, 355-369.

Moreno-Murcia, J. A., Blanco, M. L., Galindo, C. M., Villodre, N., & Cool, D. G. (2007). Efeitos do género, idade e a frequência de prática na motivação e o desfrute do exercício físico. Fitness & Performance Journal, 6(3), 140-146.

Mota, M. M. (2010). Metodologia de Pesquisa em Desenvolvimento Humano: Velhas Questões Revistadas. Psicologia em Pesquisa, 4(2), 144-149.

Moutão, J., Cid, L., Alves, J., Leitão, J., & Vlachopoulos, S. (2012). Validation of the Basic Psychological Needs in Exercise Scale in a Portuguese Sample. The Spanish Journal of Psychology, 15(1), 399-409. DOI: 10.5209/rev_SJOP.2012.v15.n1.37346

Monteiro, D., Moutão, J., Baptista, P., & Cid, L. (2014). Clima motivacional, regulação da motivação e perceção de esforço dos atletas no futebol. Motricidade, 10(4), 94-104.

Moutão, J., Cid, L., Leitão, C., & Alves, J. (2008). Tradução e validação preliminar da versão portuguesa do Basic Psychological Needs in Exercise Scale (BPNESp). In J. Díaz, I. Díaz, & J. Dosil, II Congresso da Sociedade Iberoamericana de Psicologia do Desporto. Consolidando la Psicología del Deporte Iberoamericana. (p. 314). Torrelavega: SIPD.

Pelletier, L., Tuson, K. M., Vallerand, R. J., Brière, N., & Blais, M. R. (1995). Toward a New Measure of Intrinsic Motivation, Extrinsic Motivation, and Amotivation in Sports: The Sport Motivation Scale (SMS). Jounal of Sport and Exercise Psychology, 17(1), 35-53.

Pero, R., Amici, S., Benvenuti, C., Mingati, C., Capranica, L., & Pesce, C. (2009). Motivation for sport participation in older Italian Athletes: The role of age, gender and competition level. Sport Science Health, 5(1), 61-69.

Pires, A., Cid, L., Borrego, C., Alves, J., & Silva, C. (2010). Validação preliminar de um questionário para avaliar as necessidades psicológicas básicas em Educação Física. Motricidade, 6(1), 33-51.

Ruiz-Juan, F., & Zarauz, A. (2012). Predictor variables of motivation in Spanish master athletes. Journal of Human Sport and Exercise, 7(3), 617-628.

Ryan, R. M. (1995). Psychological needs and the facilitation of integrative processes. Journal of Personality, 63(3), 397-427.

Sancho, A. Z., & Ruiz-Juan, F. (2015). Factores determinantes de la motivación en atletas veteranos españoles. Revista Latinoamericana de Psicología, 47(1), 34-42.
Silva, R., Matias, T., Viana, M., & Andrade, A. (2012). Relação da prática de exercícios físicos e fatores associados às regulações motivacionais de adolescentes brasileiros. Motricidade, 8(2), 8-21.

Simões, F., & Alarcão, M. (2013). Satisfação de necessidades psicológicas básicas em crianças e adolescentes: adaptação e validação da ESNPBR. Psicologia: Reflexão e Crítica, 26(2), 261-269.

Vallerand, R. J. (2007). A hierarchical model of intrinsic and extrinsic motivation for sport and physical activity. In M. S. Hagger, & N. Chatzissaratis (Eds.), Intrinsic motivation and self-determination in exercise and sport (pp. 255-280). Champaign: Human Kinetics.

Vallerand, R. (2015). The psychology of passion: A dualistic model. Oxford University Press.

Vlachopoulos, S. P., & Michailidou, S. (2006). Development and initial validation of a measure of autonomy, competence, and relatedness in exercise: The basic psychological needs in exercise scale. Measurement in Physical Education and Exercise Science, 10(3), 179-201.

Zarauz, A., y Ruiz-Juan, F. (2013a). Motivaciones de los maratonianos según variables socio-demográficas y de entrenamiento. Retos. Nuevas tendencias en educación física, deporte y recreación, 24, 50-56.
Publicado
23/04/2017
Cómo citar
BATISTA, Marco et al. Diferenças em funcão do género das formas de motivação autodeterminada de atletas veteranos. Ágora para la Educación Física y el Deporte, [S.l.], v. 19, n. 1, p. 35-51, apr. 2017. ISSN 1989-7200. Disponible en: <https://revistas.uva.es/index.php/agora/article/view/668>. Fecha de acceso: 20 nov. 2017 doi: https://doi.org/10.24197/aefd.1.2017.35-51.
Sección
Artículos