Patrimonio urbano serrano: urbanismo tradicional e cultura operária na Covilhã (Portugal)

  • Domingos Martins Vaz Departamento de Sociologia da Universidade da Beira Interior (Covilhã) y CesNova, Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa
Palabras clave: património urbano, cultura operária, representação da cidade, urbanismo tradicional, lanificios

Resumen

Este texto constitui um contributo para uma reavaliação do papel do centro histórico da Covilhã, cidade média que busca afirmação e cuja expansão recente é assinalável. Fazemo-lo a partir da análise do material recolhido em entrevistas a actores urbanos, individuais e colectivos, com as suas representações muito marcadas pelo mundo monoindustrial dos lanifícios e por um urbanismo tradicional típico de uma morfologia serrana.
O entrelaçamento da fábrica com a malha habitacional atingiu tal densidade que a Covilhã foi classificada de “cidade-fábrica” em contraste com a industrialização difusa que deu forma a muitas outras regiões do país. Esta cenografia social e urbana é perspectivada no âmbito de uma leitura aberta do conceito de património no sentido do seu alargamento a espaços considerados com valor patrimonial hoje em obsolescência ou ameaçados de destruição e que são a marca da especificidade histórica do urbanismo da Covilhã.

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Publicado
29/11/2017
Cómo citar
Martins Vaz, D. (2017). Patrimonio urbano serrano: urbanismo tradicional e cultura operária na Covilhã (Portugal). Ciudades, (13), 201-218. https://doi.org/10.24197/ciudades.13.2010.201-218