Património e recursos das comendas: sociabilidades, gestão de entradas e práticas fiscais (séculos XIII-XVI)

Palabras clave: Órdenes Militares, Encomiendas, Corona, Sociabilidad, Fiscalidad

Resumen

El propósito de este texto es centrarse en las encomiendas como elementos clave en la articulación entre la gestión de los recursos patrimoniales y rentistas de las Órdenes Militares y la presión real y social sobre ellos. Las encomiendas son expresiones de poder y sociabilidad que iban más allá de las Órdenes, ya que reflejaban fuertes ambiciones externas. Desde la transición del siglo XIII al XIV, un momento crucial en la historia de estas Órdenes, se conocen evidencias de declive y transformación del señorío, que coincidieron con una mayor dependencia de estas Órdenes ante la corona y con una mayor exposición a algunos grupos sociales. Así, es importante identificar los instrumentos para su mantenimiento bajo el control real, así como los que cada Orden implementó, teniendo en vista la gestión de los derechos sobre los activos territoriales, los sistemas para recaudar rentas y otros tipos de ingresos, mecanismos fiscales y esfuerzos para organizar la contabilidad.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Citas

BIBLIOGRAFIA

Andrade, Amélia; Silveira, Ana Cláudia, «Les aires portuaires de la péninsule de Setúbal à la fin duMoyen Âge: l’exemple du port de Setúbal», in Bochaca, Michel; Sarrazin, Jean-Luc (dir.), Ports et littoraux de l’Europe atlantique. Transformationsnaturelles et aménagements humains (XIVe-XVIe siècles), Rennes, Presses Universitaires de Rennes, 2007, pp. 147-165. DOI: https://doi.org/10.4000/books.pur.6486.

Carvalhal, Hélder, «Fiscalidade, redistribuição e poder senhorial no Portugal Quinhentista: o caso dos infantes manuelinos», in Lopes, Bruno; Jesus, Roger Lee De (org.), Finanças, Economias e Instituições no Portugal Moderno: Séculos XVI-XVIII, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2019, pp. 29-58. DOI: https://doi.org/10.14195/978-989-26-1638-4

Chancelaria de D. Afonso III, Ventura, Leontina; Resende, António (eds.), liv. I, vol. 2, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2006.

Coelho, Maria Helena da Cruz, «Concelhos», in Serrão, Joel; Marques, A. H. Oliveira (Dir.), Portugal em definição de fronteiras (1096-1325) : do Condado Portucalense a crise do século XIV. Nova História de Portuga, vol. 3, Lisboa, Editorial Presença, 1996, pp. 545-584.

Costa, João Tiago dos Santos, Palmela: o espaço e as gentes (séculos XII a XVI). Lisboa: tese de doutoramento apresentada à Universidade Nova de Lisboa, 2016. DOI: https://doi.org/10.4000/medievalista.1297.

Costa, João Paulo Oliveira e; Lacerda, Teresa, «Os comandos das Armadas da Índia e as Ordens Militares no reinado de D. Manuel I», in As Ordens Militares e as Ordens de Cavalaria entre o Ocidente e o Oriente. Actas do 5º Encontro sobre Ordens Militares, Palmela, Câmara Municipal, 2005, pp. 479-487.

Costa, Paula Pinto, «A nobreza e a Ordem do Hospital: uma aliança estratégica», in As Ordens Militares e de Cavalaria na Construção do Mundo Ocidental. Atas do IV Encontro sobre Ordens Militares, Lisboa, Edições Colibri – Câmara Municipal de Palmela, 2005, pp. 605-621.

Costa, Paula Pinto, «As adaptações das Ordens Militares aos desafios da ‘crise’ tardo-medieval», Revista da Faculdade de Letras do Porto – História, Porto, III série, vol. 5, 2004, pp. 143-154. URL: http://ojs.letras.up.pt/index.php/historia/article/view/5057

Costa, Paula Pinto, «As visitações como fonte para o estudo da história económica das Ordens Militares: uma possível perspetiva sobre fiscalidade», População e Sociedade, Porto, CEPESE, vol. 31, junho 2019, pp. 148-179. URL: https://www.cepese.pt/portal/pt/populacao-e-sociedade/edicoes/populacao-e-sociedade-n-o-31

Costa, Paula Pinto, «As visitações: as Ordens Militares portuguesas entre poderes?», in Fernandes, Isabel Cristina F. (coord.), As ordens militares : Freires, Guerreiros, Cavaleiros. Actas do VI Encontro sobre Ordens Militares de Palmela, vol. 2. Palmela, Município de Palmela – GEsOS, 2012, pp. 415-437.

Costa, Paula Pinto, «Infantes e reis como administradores das ordens militares: uma estratégia governativa», in Nascimento, Renata Cristina de S.; Souza, Armênia M., Mundos Ibéricos em debate: territórios, gênero e religiosidade, São Paulo, Editora Alameda, 2016, pp. 107-127.

Costa, Paula Pinto, «O poder régio e os Hospitalários na época de D. Manuel», in Atas do III Congresso Histórico de Guimarães. D. Manuel e a sua época, (Guimarães, 24 a 27 de outubro de 2001), vol. II, Guimarães, Câmara Municipal de Guimarães, 2004, pp. 569-579.

Cunha, Maria Cristina Almeida e, A Ordem Militar de Avis: das origens a 1329, Porto, Ed. do Autor (dissertação de mestrado apresentada à FLUP), 1989.

Cunha, Mário Raul de Sousa, A Ordem Militar de Santiago: das origens a 1327, Porto, Ed. do Autor (dissertação de mestrado apresentada à FLUP), 1991.

Dias, Luiz Fernando de Carvalho, Forais Manuelinos do Reino de Portugal e do Algarve, Beja, Edição do Autor, 1961-1962.

Dominguez, Rodrigo da Costa, O financiamento da coroa portuguesa nos finais da Idade Média: entre o “Africano” e o “Venturoso”, Porto, Ed. do Autor (tese de doutoramento apresentada à FLUP). URL: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/72803

Duarte, Luís Miguel, «Os “Forais Novos”: uma reforma falhada?». Revista Portuguesa de História, tomo XXXVI, vol. 1, Coimbra (2002/2003), pp. 391-404. DOI: https://doi.org/10.14195/0870-4147_36-1_17.

Fonseca, Luís Adão da, «As Ordens Militares e a Expansão», in A Alta Nobreza e a Fundação do Estado da Índia, Lisboa: CHAM – Universidade Nova de Lisboa e Instituto de Investigação Científica Tropical, 2004, pp. 321-347;

Fonseca, Luís Adão da, «As Ordens Militares e a Expansão», in A Alta Nobreza e a Fundação do Estado da Índia (actas do colóquio organizado pelo Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa, 2001.10.16-19), Lisboa, CHAM / Universidade Nova de Lisboa e Instituto de Investigação Científica Tropical, 2004, pp. 321-347.

Fontes, João Luís, «Dízima I», in Glosario Critico de Fiscalidad Medieval, en Menjot, Denis; Sánchez Martínez, Manuel; Pijuan, Pere Verdés; Andrade, Amélia Aguiar (eds.), 2012. URL: http://www.1minut.info/glosariofiscalidad.org/index.php?lang=pt

Godinho, Vitorino Magalhães, «Finanças públicas e estrutura do Estado», in Serrão, Joel (Dir.), Dicionário de História de Portugal, vol. III, Porto, Livraria Figueirinhas, 1990, pp. 20-40.

Gonçalves, Iria, «Sisas», in Serrão, Joel (Dir.), Dicionário de História de Portugal, vol. VI, Porto, Livraria Figueirinhas, 1990, pp. 1-2.

Henriques, António Castro, «The rise of the tax state, Portugal: 1371-1401», E-Journal of Portuguese History, 2014, vol. 12, nº 1, pp. 49-66.

Jaspert, Nikolas, «Military Orders and Urban History. An Introductory Survey», in Carraz, Damien (ed.), Les Ordres militaires dans la ville médiévale (1100-1350), Clermont-Ferrand, Presses universitaires Blaise Pascal, 2013, pp. 15-36.

Krus, Luís, A concepção nobiliárquica do espaço ibérico: 1280-1380, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1994.

Lencart, Joana, «As ordenações inéditas da Ordem de Cristo de 1319 e 1323 – estudo comparativo com as ordenações de 1321 e 1326», População e Sociedade (CEPESE Porto), vol. 26, dez 2016, pp. 99-132.

Liber Fidei Sanctae Bracarensis Ecclesiae, reedição melhorada e ampliada por José Marques, 2 tomos, Braga, Arquidiocese de Braga, 2016.

Lotan, Shlomo, «Building ways of networks and mobility between the military orders in the city of Acre in the Latin Kingdom of Jerusalem», in VIII Encontro sobre Ordens Militares. Ordens Militares, Identidade e Mudança (Palmela, 12-16 de junho de 2019), Palmela, Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago – GEsOS, 2019 (no prelo).

Marques, A. H. de Oliveira, Portugal na Crise dos Séculos XIV e XV. Nova História de Portugal, Serrão, Joel; Marques, A. H. de Oliveira (dir.), vol. IV, Lisboa, Editorial Presença, 1987.

Mattoso, José, «O ideal de pobreza e as ordens monásticas em Portugal durante os séculos XI-XIII», in Religião e cultura na Idade Média portuguesa, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1982, pp. 281-323.

Mattoso, José, A nobreza medieval portuguesa. A família e o poder, 2ª ed. revista, Lisboa, Editorial Estampa, 1987.

Mattoso, José, Ricos-homens, infanções e cavaleiros. A nobreza medieval portuguesa nos séculos XI e XII, 2ª edição, Lisboa, Ed. Guimarães, 1985.

Neto, Margarida Sobral, «A Persistência Senhorial», in Mattoso, José (dir.), História de Portugal, vol. 3, Lisboa, Editorial Estampa, 1997, pp. 165-175.

Olival, Fernanda, As Ordens Militares e o Estado Moderno. Honra, Mercê e Venalidade em Portugal (1641-1789), Lisboa, Estar Editora, 2001.

Oliveira, Luís Filipe, «As Definições da Ordem de Avis de 1327», in Fernandes, Isabel Cristina (coord.), As Ordens Militares – Freires, Guerreiros, Cavaleiros, vol. 1, Palmela, Município de Palmela / GEsOS, 2012, pp. 371-388.

Oliveira, Luís Filipe, A Coroa, os Mestres e os Comendadores. As Ordens Militares de Avis e de Santiago (1330-1449), Faro, Universidade do Algarve, 2009.

Oliveira, Luís Filipe; Fonseca, Luís Adão da; Pimenta, Maria Cristina; Costa, Paula Pinto, «The Military Orders», in Mattoso, José; Rosa, Maria de Lurdes; Sousa, Bernardo Vasconcelos; Branco, Maria João (ed.), The Historiography of Medieval Portugal, c. 1950-c.2010: a collective book and a collaborative Project, Lisboa, Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa, 2011, pp. 425-457.

Ordenações del-Rei D. Duarte, edição fac-similada, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1988, pp. 448-458.

Ordenações Manuelinas, edição fac-similada da de 1797, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1984.

Pestana, António Maria Falcão Pestana de, Nobreza e Ordens Militares. Relações sociais e de poder. Séculos XIV a XVI, (tese de doutoramento inédita), 2 volumes, Porto, Universidade do Porto, 2008.

Pimenta, Maria Cristina Gomes, As Ordens de Avis e de Santiago na Baixa Idade Média. O governo de D. Jorge, Militarium Ordinum Analecta, vol. 5, Porto, Fundação Engº António de Almeida, 2001.

Portugaliae Monumenta Historica a seculo octavo post Christum usque ad quintundecimum iussu Academiae Scientiarum Olisiponensis edita. Leges et consuetudines, Lisboa, Typis Academis, 1856-1888.

Rau, Virgínia, A Casa dos Contos, Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Instituto de Estudos Históricos Doutor António de Vasconcelos, 1951.

Santarém, Visconde de, Quadro elementar das relações políticas e diplomáticas de Portugal com as diversas potências do mundo, desde o princípio da Monarchia Portugueza até aos nossos dias, 18 vols., Paris - Lisboa, Academia Real das Sciencias, 1842-1876.

Silva, Isabel Morgado S.; Pimenta, Maria Cristina, «As Ordens de Santiago e de Cristo e a fundação do Estado da Índia. Uma perspetiva de estudo», in A Alta Nobreza e a Fundação do Estado da Índia, Lisboa, CHAM – Universidade Nova de Lisboa e Instituto de Investigação Científica Tropical, 2004, pp. 349-386.

Sottomayor-Pizarro, José Augusto, «As Ordens Militares e a centralização régia portuguesa (séculos XII-XV). Algumas reflexões», in VIII Encontro sobre Ordens Militares. Ordens Militares, Identidade e Mudança (Palmela, 12-16 de junho de 2019), Palmela, Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago – GEsOS, 2019 (no prelo).

Sottomayor-Pizarro, José Augusto, Linhagens medievais portuguesas. Genealogias e estratégias (1279-1325), vol. 2, Porto, Centro de Estudos de Genealogia, Heráldica e História da Família e Universidade Moderna, 1999.

Sousa, Bernardo Vasconcelos e, Os Pimentéis: percursos de uma linhagem da nobreza medieval portuguesa (séculos XIII-XIV), Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2000.

Torres, Rui d’Abreu, «Dízima», in Dicionário de História de Portugal, vol. II, Porto, Livraria Figueirinhas, 1990, pp. 326-328.

Torres, Rui d’Abreu, «Dízimas eclesiásticas», in Dicionário de História de Portugal, vol. II, Porto, Livraria Figueirinhas, 1990, pp. 328-329.

Ventura, Leontina, A nobreza de corte de Afonso III (tese de doutoramento inédita), 2 volumes, Coimbra, Universidade de Coimbra, 1992.

Vicente, Ricardo Emanuel Pinheiro, Almoxarifes e almoxarifados ao tempo de D. Afonso IV, Coimbra, Ed. do Autor (dissertação de mestrado apresentada à FLUC), 2013. Handle: http://hdl.handle.net/10316/24630

Vilar, Hermínia, D. Afonso II. Um rei sem tempo, Rio de Mouro, Círculo de Leitores, 2005.

Viterbo, Fr. Joaquim Santa Rosa de, Elucidário das palavras, termos e frases que em Portugal antigamente se usaram e que hoje regularmente se ignoram, Porto-Lisboa, Livraria Figueirinhas, 1966.
Publicado
21/06/2021